Determinantes do aleitamento materno exclusivo: aspectos sociodemográficos, neonatais e de práticas alimentares em crianças menores de 6 meses.
Palavras-chave:
Aleitamento materno, Nutrição da criança, Atenção primária à saúde, Desmame precoce, Saúde da criançaResumo
O aleitamento materno exclusivo (AME) até os seis meses de idade é reconhecido como prática fundamental para a promoção da saúde infantil, porém sua prevalência permanece abaixo do recomendado. Este estudo teve como objetivo investigar fatores sociodemográficos, neonatais e de práticas alimentares associados ao aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses atendidas na Atenção Básica. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 114 crianças de 0 a 6 meses residentes em Ubá, Minas Gerais. Os dados foram obtidos por meio de questionário estruturado, incluindo informações maternas, condições de nascimento, práticas alimentares e marcadores de consumo alimentar do SISVAN. As associações foram avaliadas pelos testes do qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher, adotando-se nível de significância de 5%. A prevalência de aleitamento materno exclusivo foi de 41,4%. Observou-se maior frequência de AME entre crianças de mães com idade superior a 20 anos (p=0,024), lactentes com menos de três meses (p=0,020), crianças que não utilizavam chupeta (p<0,001) ou mamadeira (p<0,001), além daquelas nascidas a termo (p=0,005) e com peso adequado ao nascer (p=0,036). Não foram observadas associações significativas com a classificação socioeconômica ou risco de insegurança alimentar. Conclui-se que fatores maternos, neonatais e comportamentais influenciam a manutenção do aleitamento materno exclusivo, reforçando a necessidade de ações de promoção e apoio à amamentação no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
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