O uso de laserterapia de baixa intensidade para cicatrização de feridas na atenção primária à saúde: série de casos
Palavras-chave:
Cicatrização, Enfermagem em saúde domiciliar, Ferimentos e Lesões, Terapia a laser de baixa potênciaResumo
Introdução: o tratamento de feridas na Atenção Primária à Saúde (APS) é uma prática comum aos enfermeiros e a inserção de novas tecnologias na assistência contribui para a melhoria da assistência. A laserterapia é uma prática adjuvante que vem ganhando destaque no meio científico e clínico. Objetivo: avaliar o uso de laserterapia de baixa intensidade na cicatrização de feridas em serviço da APS. Método: estudo descritivo, quantitativo, do tipo série de casos, tipo antes e depois em que o indivíduo foi controle dele mesmo. Os cenários foram dois municípios do interior de Minas Gerais entre 2023-2024. Resultados: 14 pessoas participaram do estudo, as etiologias foram insuficiência venosa e lesão por pressão. A idade média foi 69,43 anos, sendo mesma proporção entre sexos. Antes da aplicação do laser, a dor foi presente em 85,71% dos casos, odor em 71,40%, a quantidade de exsudato moderada em 78,6% e a área média das feridas foi de 25,28 cm². Ao término do tratamento a laser, a dor esteve presente em um indivíduo (7,10%), odor em sete indivíduos (50%) e quantidade de gaze utilizadas reduziu em todos os casos, tamanho médio das feridas foi de 10,32 cm². Houve redução média de 6,35 cm² pré-laserterapia e 5,45 cm² pós-laser, sem significância estatística entre os grupos (p:0,846). Conclusão: conclui-se que a técnica de curativo adequada, associada à laserterapia, apresentou uma redução nas medidas, bem como em alívio da dor, quantidade de exsudato e odor, indicando a eficácia do tratamento.
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