Plantas medicinais no tratamento da síndrome metabólica: uma revisão

Dione Ferreira Ferreira Alves, Eric André Cecílio Mendes, Victoria Lara Costa Viana, Dhionne Correia Gomes

Resumo


A síndrome metabólica (SM) se caracteriza pelo conjunto de fatores inter-relacionados, de caráter metabólico, que podem predispor diretamente o desenvolvimento de diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade central e hipertensão arterial. O método de tratamento mais comum é iniciado com exercícios físicos e reeducação alimentar, sendo que as plantas medicinais podem ser usadas como método de tratamento auxiliar, que na grande maioria, são revigorantes e supressoras da fome. O tratamento pode ser iniciado no quadro de obesidade com as espécies Garcinia cambogia, Citrus aurantium, Ilex paraguariensis. O objetivo desse estudo foi relacionar, através de revisão bibliográfica integrativa, o uso terapêutico de plantas medicinais no tratamento da síndrome metabólica e patologias a ela associadas, como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, utilizando estudos publicados entre os anos de 2006 e 2018. A análise desses artigos identificou um alto índice de doenças ocasionadas pela síndrome metabólica tendo como principal agente causador a má alimentação e sedentarismo, influenciando e aumentando a comorbidade patogênica, gerando um agravamento das doenças relacionadas. A comprovação da atividade sistêmica das plantas medicinais foi mencionada em 80% dos artigos analisados, os quais descrevem que quanto mais cedo o tratamento for iniciado maior a chance de evitar uma SM mais grave.  As principais plantas relatadas são as de efeito hipoglicemiante: Baccharis trimera (Less.) DC. (carqueja), Bauhinia forficata L. (pata de vaca), Salvia officinalis L. (sálvia), Mormodica charantia L. (melão de São Caetano) e Phyllantus niruri L. (quebra-pedra).


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